"Digerimos mais publicidade em um ano, do que nossos avós a vida inteira".
"Comprar tilhamos" ao máximo.
Cortamos o cabelo, reinventamos nosso gosto musical, criamos hábitos e hobbies fabricados pela massa.
Nunca foi tão fácil encontrar os conhecidos, vamos aos mesmos lugares.
Reclamamos da rotina, mas nos alegramos se acabar em final de semana.
Saímos de casa, procuramos algo mais. Voltamos pra casa sem nada, mas fingimos que achamos.
Se contestar muito é in, fazemos. Se citar autores faz parecer inteligente, citamos. Se listras são in, vestimos. Se a natureza é in, verdejamos.
Não contar pra ninguém, out.
Esses dias ouvi uma coisa "Cuidado pra não falar tudo o que pensa e ficar sem conteúdo".
Acordei de um transe e pensei: é questão de uns cinco anos pra cá, respira. Dá tempo.
Hora de desapegar do holofote.
Quanto vale guardar um restaurante preferido em sigilo, apenas pra levar quem mereça em certo dia?
Estão pagando pra espalhar meu sorriso preferido que você fotografou naquele flash a dois?
Não to pechinchando o trecho grifado das folhas gastas de Ferreira Gullar, que me chocam sempre.
Aquela melodia que eu toco, que me toca e que não chegou às paradas, não troco mais.
Ainda to chorando sozinha com a cena daquele filme sem recursos e sem demanda.
Do you like? Não quero.
To zelando aqui desse melhor particular. Não vale tanto se estiver na palma da mão. Ouro tá enterrado.
E se continuar comigo e eu gostar de tudo sozinha, o retorno sempre será de 100%.
terça-feira, 18 de março de 2014
Pessoal particular
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