quarta-feira, 23 de abril de 2014

"Eu queria que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia".

Senta aqui. Encosta essa orelha fria no meu rosto. Mais exposto que o sol dessa tarde não dá. Olha nosso reflexo, tá só no meu espelho. Oh, meu cabelo! Gosta da minha rima, se prende feito imã, logo a mim que sou água. Te ofereço nada, só beijo, pele, cheiro e cangote. Não é sorte ou azar, só não posso dar o que não tenho. Desenho teu traço, te abraço e de novo saio. Deito, levanto, distraio, mas não posso contar enredo. Não tem prosseguimento. Será cedo? Será medo? Deixa estar, senta aqui.

Um comentário:

Gyzelle Góes disse...

Gostei das rimas, acho que ficariam uma graça se fosse escrito em poesia. Muito delicado...