Senta aqui. Encosta essa orelha fria no meu rosto. Mais exposto que o sol dessa tarde não dá. Olha nosso reflexo, tá só no meu espelho. Oh, meu cabelo! Gosta da minha rima, se prende feito imã, logo a mim que sou água. Te ofereço nada, só beijo, pele, cheiro e cangote. Não é sorte ou azar, só não posso dar o que não tenho. Desenho teu traço, te abraço e de novo saio. Deito, levanto, distraio, mas não posso contar enredo. Não tem prosseguimento. Será cedo? Será medo? Deixa estar, senta aqui.